Botão Whatsapp

Junho Verde: o que sua empresa pode fazer pelo meio ambiente ainda este ano?

Junho é o mês que concentra o maior volume de debates ambientais do ano no Brasil. O motivo é direto: o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, ancora uma série de iniciativas que se estendem por todo o mês, o chamado Junho Verde, oficializado no país pela Lei nº 14.393/2022, que instituiu a campanha nacional de educação e conscientização ambiental.

Para a indústria, esse período deixou de ser apenas uma data comemorativa. Em 2026, as empresas chegam ao Junho Verde sob pressão regulatória concreta: o Decreto nº 12.688/2025, que institui o Sistema de Logística Reversa de Embalagens Plásticas, já exige que empresas de grande porte incorporem ao menos 22% de conteúdo reciclado em suas embalagens, e a meta de recuperação de materiais chega a 32% ainda este ano.

Mas o que, na prática, sua empresa pode fazer pelo meio ambiente ainda em 2026? No post de hoje, vamos analisar as frentes mais relevantes para a indústria e o que as tecnologias disponíveis já permitem avançar.

A embalagem como ponto de partida

Para a maior parte das empresas industriais, a embalagem é o principal ponto de contato entre o produto e o ambiente. É também onde as obrigações regulatórias e as expectativas do consumidor se encontram com mais frequência.

O problema é que uma parcela relevante dos materiais plásticos ainda não é capturada pelos sistemas convencionais de reciclagem, seja por falta de infraestrutura de coleta, seja por incompatibilidade técnica dos materiais. Esse é o ponto cego que o Junho Verde de 2026 convida as empresas a enxergar com mais atenção.

Esse cenário tem uma consequência direta para a cadeia produtiva. Com a nova regulação, fabricantes, importadores, distribuidores e fornecedores de tecnologia passam a ser corresponsáveis pelo destino das embalagens pós-consumo. Comprovação técnica e alinhamento regulatório deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos de entrada.

Como a indústria pode responder com base técnica

Para empresas que precisam agir dentro do próprio ciclo produtivo, tecnologias como a d2w™ foram desenvolvidas para atuar onde o sistema convencional não chega, reduzindo o impacto dos materiais que escapam da coleta sem interferir nos fluxos de reciclagem já existentes.

Para setores que demandam soluções com destino pós-uso mais definido, a d2c™ Tecnologia Compostável e o Plástico Hidrossolúvel ampliam o espectro de alternativas disponíveis, mantendo desempenho e viabilidade industrial.

O ponto em comum entre essas tecnologias é que todas partem de validação científica. E essa exigência de comprovação vai além da escolha do material. Ela se reflete em como a empresa estrutura suas decisões ao longo de todo o ciclo produtivo.

Ações que fazem sentido além do mês de junho

O Junho Verde funciona como catalisador de agenda. Mas as ações que geram resultado real são aquelas incorporadas ao processo produtivo, não às campanhas sazonais.

Um indicativo claro disso vem do próprio setor. A Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) apontou rastreabilidade e sustentabilidade como dois dos principais eixos da indústria de embalagens em 2026, ao lado do crescimento dos bioplásticos. Para a cadeia produtiva, isso significa que posicionamento ambiental sem comprovação técnica passou a ser insuficiente.

Esse cenário se conecta diretamente ao que a crise global da poluição plástica já deixa evidente: enquanto os sistemas convencionais de coleta e reciclagem não alcançam todos os materiais que chegam ao ambiente, soluções complementares passam a ter papel estratégico dentro da cadeia produtiva. 

Por isso, empresas que utilizam ou fabricam embalagens plásticas, precisarão revisar o portfólio de materiais à luz das novas exigências regulatórias e garantir que o comportamento ambiental dos materiais utilizados seja mensurável e auditável.

RES Brasil: soluções baseadas em ciência para a indústria

Ao longo de mais de 25 anos de atuação, a RES Brasil tem apoiado a indústria no desenvolvimento de materiais mais responsáveis, com validação técnica, certificações internacionais e parcerias com instituições de pesquisa independentes. 

As soluções de Inteligência Plástica da empresa foram criadas para responder exatamente às demandas que o cenário atual coloca sobre a cadeia produtiva.

Quer entender como sua empresa pode avançar em sustentabilidade com base técnica e alinhamento regulatório? Entre em contato com a nossa equipe e descubra o que já é possível fazer ainda este ano.