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“No microplastics”: entenda por que a tecnologia d2w™ não gera microplásticos

O Brasil contribui anualmente com até 190 mil toneladas de resíduos plásticos para o ambiente marinho, segundo relatório da Academia Brasileira de Ciências (ABC), e boa parte desse material, ao se fragmentar, dá origem aos microplásticos que hoje preocupam cientistas em todo o mundo. 

Um levantamento do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), publicado em maio de 2026, identificou microplásticos em sedimentos, peixes e invertebrados coletados entre 400 e 1.500 metros de profundidade na Bacia de Santos, a cerca de 140 quilômetros da costa brasileira. O dado reforça um alerta que a ciência vem consolidando nos últimos anos: os microplásticos deixaram de ser um problema restrito à superfície dos oceanos e já foram encontrados em diferentes tecidos e órgãos do corpo humano.

Diante desse cenário, cresce entre marcas e consumidores a busca por tecnologias com selo “no microplastics”, ou seja, que comprovadamente não geram esse tipo de resíduo durante o processo de degradação. A d2w™ é uma delas, mas entender por que ela se enquadra nessa categoria exige compreender o que efetivamente caracteriza um microplástico e como esse processo se diferencia da fragmentação comum do plástico convencional.

No post de hoje, vamos explicar o que é um microplástico, porque a tecnologia d2w™ não gera esse tipo de resíduo e o que a ciência já comprovou sobre o comportamento desse material no ambiente.

H2: O que caracteriza um microplástico

Segundo a norma ISO 24187, que estabelece os princípios para análise de microplásticos no ambiente, microplástico é qualquer partícula plástica sólida insolúvel em água. Na prática, isso significa que todo plástico convencional, ao se fragmentar sob ação do sol, do calor ou do atrito, eventualmente se transforma em microplástico, já que continua sendo plástico, apenas em pedaços cada vez menores.

Esse processo de fragmentação sem biodegradação real é o principal gerador dos microplásticos hoje encontrados em rios, oceanos e na cadeia alimentar. 

O plástico se quebra, mas as moléculas que o compõem permanecem praticamente inalteradas, o que faz com que o material continue presente no ambiente por décadas, apenas em escala microscópica.

H2: Por que a tecnologia d2w™ não gera microplásticos

A tecnologia d2w™ atua de forma diferente. Em vez de apenas fragmentar o plástico, o processo provoca uma quebra progressiva das cadeias moleculares do polímero, reduzindo seu peso molecular até que o material deixe de ser plástico e passe a ser assimilado por microrganismos, como bactérias e fungos, presentes no ambiente.

Essa diferença já foi comprovada em ensaios laboratoriais conduzidos conforme a norma ISO 24187:2023, seguindo a etapa 2 da ASTM D6954, que avaliaram a biodegradação de plásticos com d2w™ em solo composto ao longo de 180 dias. 

Ao final do processo, com biodegradação acima de 90%, nenhum microplástico persistente foi detectado, dentro dos limites analíticos e do escopo do ensaio, e testes complementares conduzidos conforme as normas OECD 207 e OECD 208 que também não indicaram toxicidade para mudas e minhocas expostas ao material.

O mesmo comportamento também foi verificado em ambiente marinho pelo Projeto ANR-OXOMAR, financiado pela Agência Nacional de Pesquisa da França ao longo de mais de quatro anos, que indicou que plásticos com d2w™ podem se biodegradar com maior eficiência no mar em comparação aos plásticos convencionais, sem apresentar toxicidade para os organismos avaliados.

É esse conjunto de evidências que separa um plástico antimicroplástico de verdade de um material apenas fragmentável. Não basta o plástico quebrar em pedaços menores: é preciso que ele deixe de ser plástico antes de se tornar um resíduo permanente no ambiente.

RES Brasil e o “no microplastics”: quando a ciência confirma o que a tecnologia promete

Mais do que uma alternativa isolada, o d2w™ faz parte de um conjunto de soluções de Inteligência Plástica voltadas para minimizar os impactos ambientais dos materiais. Entre essas soluções estão também a d2c™ Tecnologia Compostável e o Plástico Hidrossolúvel.

À medida que a preocupação com microplásticos ganha espaço entre consumidores, indústria e reguladores, o respaldo científico deixa de ser um diferencial e passa a ser um requisito. Não basta afirmar que um material não gera microplásticos: é preciso comprovar, com ensaios laboratoriais reconhecidos e normas técnicas verificáveis.

Ao longo de mais de 25 anos de atuação, a RES Brasil investe continuamente em validação técnica, certificações internacionais e parcerias com instituições de pesquisa independentes, contribuindo para que a indústria avance com mais segurança e responsabilidade.

Quer entender como a tecnologia d2w™ pode fazer parte da estratégia ambiental da sua empresa? Entre em contato com a nossa equipe e descubra como essa solução pode contribuir para reduzir o impacto ambiental dos seus produtos.