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Embalagem e temperatura: como o inverno afeta a conservação e a logística do seu produto

Cerca de um terço de todos os alimentos produzidos globalmente é perdido ou desperdiçado, e uma parcela relevante dessas perdas está associada à perecibilidade, à infraestrutura precária e ao controle de temperatura ao longo da cadeia, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgado em 2026. O dado expõe um ponto que costuma passar despercebido na operação industrial: o desempenho da embalagem em condições de baixa temperatura tem relação direta com a integridade do que ela transporta.

Para a indústria que depende de embalagens plásticas, o inverno não é apenas uma questão de conforto térmico. Produtos sensíveis à temperatura, como alimentos, cosméticos, itens farmacêuticos e eletrônicos, passam a exigir mais da embalagem justamente no período em que as condições climáticas são mais adversas, e o material que protege a carga também responde a essas variações.

No post de hoje, vamos entender como o frio altera o comportamento dos materiais plásticos e o que a indústria pode fazer para reduzir riscos operacionais durante o inverno.

O que o frio faz com o plástico

Diferente dos metais, os materiais poliméricos são bastante sensíveis a variações térmicas, já que sua estrutura molecular responde diretamente ao ambiente ao qual estão expostos. Segundo o AIMPLAS (Instituto Tecnológico do Plástico), ao descer a temperaturas mais baixas, alguns materiais passam a apresentar maior fragilidade, em um comportamento que varia bastante entre diferentes tipos de polímeros e que precisa ser caracterizado para cada aplicação.

Na prática, uma embalagem que funciona bem em temperatura ambiente pode se comportar de forma diferente no frio intenso, especialmente durante o transporte, com impacto sobre vedação, resistência ao impacto e estabilidade dimensional, fatores que protegem o produto transportado.

Esse comportamento reforça por que a funcionalidade do material precisa ser avaliada considerando toda a faixa de operação a que a embalagem será exposta, e não apenas as condições médias de uso. A escolha do material entra diretamente no que a indústria já discute sobre soluções complementares capazes de manter desempenho em diferentes condições ambientais.

Por que isso importa para a logística no inverno

A cadeia de frio brasileira já opera sob exigências regulatórias rigorosas, especialmente para produtos alimentícios e farmacêuticos. A RDC nº 430/2020 da Anvisa determina que o monitoramento e o controle de temperatura durante o transporte são obrigatórios para garantir a integridade dos produtos ao longo de toda a cadeia de distribuição.

Quando as temperaturas externas caem, esse desafio se intensifica. Embalagens que perdem flexibilidade ou apresentam maior rigidez em baixas temperaturas ficam mais expostas a rachaduras durante o manuseio, o empilhamento e o transporte, o que pode comprometer a integridade da carga antes mesmo que ela chegue ao destino, em um sistema que já trabalha com margens estreitas de tolerância térmica.

Esse cenário reforça a importância de tecnologias que mantenham suas propriedades em diferentes faixas de uso, como o d2w™.

Antecipar é mais barato do que corrigir

Definir a temperatura real de operação desde o início do projeto é o que permite escolher a família de material mais adequada para cada aplicação. Quando esse requisito não é tratado como prioridade, o resultado costuma aparecer depois, em forma de deformações, perda de vedação ou falhas estruturais identificadas durante o transporte ou em campo.

Para empresas que utilizam embalagens plásticas em operações sazonais ou que atendem regiões com inverno mais rigoroso, vale revisar o portfólio de materiais considerando o desempenho em baixas temperaturas, e não apenas em condições médias de uso. 

Essa antecipação reduz retrabalho, paradas de produção e substituição de componentes, custos que tendem a ser muito maiores do que o investimento em uma especificação técnica adequada desde o início.

O compromisso da RES Brasil com a indústria que enfrenta diferentes condições climáticas

Diante da necessidade de embalagens que mantenham desempenho em diferentes condições de uso, a indústria passa a considerar o comportamento térmico do material como parte essencial da especificação técnica, e não como um detalhe secundário do projeto.

É nesse cenário que as soluções da RES Brasil se inserem. Tecnologias como o d2w™, a d2c™ Tecnologia Compostável e o Plástico Hidrossolúvel foram desenvolvidas para atender a diferentes demandas da indústria, sem comprometer desempenho, segurança ou aplicabilidade ao longo do ciclo de vida do produto.

Ao longo de mais de 25 anos de atuação, a RES Brasil investe em validação técnica, certificações internacionais e parcerias com instituições de pesquisa independentes, contribuindo para que a indústria tome decisões mais seguras sobre os materiais que utiliza.

Quer entender como sua empresa pode revisar o portfólio de embalagens com foco em desempenho térmico? Entre em contato com a nossa equipe e descubra como nossas soluções podem fazer parte dessa resposta.