A
consciência ecologicamente é um componente cada vez mais
levado em conta na hora de se comprar um produto. O Boticário,
maior franqueadora brasileira com 2.300 lojas, adotou a idéia
do ecologicamente correto, fazendo sacolas de papéis e não
de plástico, pois sua degradação pelo meio-ambiente
é muito mais lenta. A marca agora também apresenta uma
novidade tecnológica: a sacola degradável.
O diretor, designer da Lúmen Design e professor da disciplina,
Silvio Silva Júnior, explica melhor a idéia: “O
conceito de sacola degradável foi da gráfica Antilhas,
eles foram os responsáveis pela identificação do
polietileno, composto que o torna degradável. Foi utilizado um
tratamento técnico, com bactérias, porque a empresa estava
disposta a gastar mais, com objetivo de fazer um produto comprometido
com a natureza”, diz.
Foram feitos três modelos da sacola para o Natal nos tamanhos
pequeno, médio e grande, nas cores verde e vermelha, para que
fosse “a cara” do Natal. Silva destaca que o processo foi
inverso, pois o fornecedor trouxe a idéia e o departamento de
marketing apresentou uma solução para a Lúmen,
desenvolvida em conjunto com a Gráfica Antilhas.
A sacola, segundo Silva, atinge todo mundo, pois o Boticário
tem um público-alvo que vai do infantil ao adolescente e do masculino
ao feminino adulto. Entretanto, ele destaca que o mais importante não
são os elementos visuais e sim, que a embalagem é degradável.
Dessa forma, o consumidor a compra tranqüilo, pois tem consciência
que não estará prejudicando o meio-ambiente. Há
também outro modelo transparente com impressão opaca e
branca e palavras como amor, paixão, felicidade, que refletem
bem o espírito do Natal.
A sacola do Boticário foi criada em uma semana e foram produzidos
2 milhões de exemplares. A recepção dos consumidores
e do cliente à criação foi muito boa, pois era
uma solução que o Boticário procurava há
quatro anos porque se recusava a utilizar plástico, apesar de
ser mais barato. Com a descoberta do polietileno, encontrou-se uma solução
viável. “A Antilhas sabia que era politicamente e ecologicamente
correto”, diz Silva, feliz com o resultado.
Revista Publish – janeiro/fevereiro
de 2004
Coluna Criação e Design
Por Fabíola Tarapanoff