Julho de 2005
Bioplásticos, uma nova tendência
Em
um pavilhão exclusivo “InnovationParc Bioplásticos
em Embalagem”, mais de vinte empresas apresentaram novas aplicações
para o material. Segundo um estudo divulgado pela Associação
Européia de Convertedores de Plásticos – EuPC
(http://www.eupc.org),
a denominação bioplásticos é utilizada
para dois tipos diferentes de produtos: plásticos produzidos
a partir de matérias-primas renováveis, convertidas
em produtos biodegradáveis ou não-biodegradáveis,
e plásticos biodegradáveis produzidos a partir de matérias-primas
renováveis ou fósseis, também conhecidos como
polímeros biodegradáveis – BPDs.
Para
sua produção podem ser utilizados diferentes tipos de
matérias-primas renováveis como milho, batata, cana-de-açúcar
ou madeira, desde que possam ser extraídos açúcar
e amido, indispensáveis para transformação em
plástico. Matérias-primas renováveis não
determinam, no entanto, se um produto é biodegradável
ou não, sendo necessária uma estrutura química
compatível com processos de decomposição, que
podem ser resultantes da ação de micróbios, fungos
e bactérias, para materiais biodegradáveis, ou baseados
em princípios ativos, como a degradação fotoquímica,
pelo efeito da luz solar e oxodegradação, em que o processo
é resultado de uma reação catalítica com
o oxigênio.
Atualmente, os plásticos biodegradáveis são produzidos,
em sua maioria, a partir de recursos renováveis obtidos na
produção agrícola, com estrutura similar aos
polímeros plásticos convencionais, sendo convertidos
pelos processos normais em diferentes produtos. Segundo os dados da
IBAW (http://www.ibaw.org)
- Plataforma Industrial para Bioplásticos e Polímeros
Biodegradáveis, entidade européia do setor, hoje, já
existem polímeros biodegradáveis completamente produzidos
a partir de recursos renováveis, como o polyalactic acid –
PLA e Polyhydroxyalkanoates – PHA. Em muitos países há
pesquisas em desenvolvimento para a viabilização da
transformação de resíduos em plásticos,
como no caso do Solanyl, um polímero biodegradável desenvolvido
a partir das sobras do processamento de batatas.
A norte americana Nature Works (http://www.natureworkspla.com)
produz resinas PLA a partir de milho utilizadas para a produção
de embalagens termoformadas rígidas, filmes, bolsas e frascos.
Sua produção anual atinge 140 mil toneladas de resinas/ano.
Os filmes NaturFlex da Innovia Films (ttp://www.innoviafilms.com)
são produzidos a partir de polpa de madeira, extraída
de florestas cultivadas com propriedades não-estáticas.
Biodegradáveis, podem ser utilizados para embalagens de frutas
e vegetais, confeitos, massas, além de fitas adesivas.
O Wenterra da Wentus (http://www.wentus.de),
empresa especializada em embalagens flexíveis, é um
filme produzido a partir da resina PLA que pode ser usado para diversas
aplicações, incluindo embalagens de flores e plantas,
além de frutas e vegetais.
Os
filmes Biophan Produzidos pela Treofan a partir de resinas PLA são
biodegradáveis em CO2 e água e podem ser usados para
a embalagem de produtos frescos, pães, doces e queijos, trazendo
propriedades WVTR, com alto nível de transmissão de
vapor de água, o que faz com que os alimentos possam respirar.
As novas bandejas biodegradáveis expandidas Ekofoan da italiana
Sirap-Gema (sirapgema@sirapgema.com) são produzidas a partir
de biopolímeros fornecidos pela Novamont. As bandejas podem
ser embaladas por filmes strecht, base poliolefínica ou flow
pack, além de filme de celulose. As bandejas biodegradáveis
da Depron (sales@depron.nl), produzidas a partir de resinas PLA são
decompostas em água, CO2 e material orgânico em período
de 60 dias. As embalagens rígidas Bio Ware (1) da Huhtamaki
(http://www.huhtamaki.com/bioware)
são sopradas a partir de resina PLA biodegradável, podendo
ser produzidas de diferentes formas e tamanhos.
Fontes:Embalagem
Marca 07/2005