Abril de 2005

Melhores do Ano
Meio Ambiente

Uma equação com soluções

A RES Brasil traz para o País, de forma pioneira, conceito de plástico degradável e eleva o número de empresas licenciadas de 5 para 25 em um ano.

Os problemas ambientais avançam e também as tentativas de encontrar soluções à questão, Neste campo, os plásticos biodegradáveis surgem como um dos vetores a oferecer alternativas ao acúmulo de resíduos no meio ambiente. A RES Brasil, empresa dedicada às tecnologias para a produção de embalagens, próprias e licenciadas, foi eleita entre as Melhores do Ano do Troféu Embanews, pela sua atuação bem sucedida, não apenas limitada ao licenciamento do uso de materiais e tecnologias, mas também em criar mercado para os plásticos degradáveis.

Em pouco mais de um ano, o número de empresas licenciadas pela RES Brasil para uso das tecnologias para a produção de embalagens com conceito de degradação natural saltou de 5 em 2003 para 25 em 2004. De 400 toneladas de produtos finais fabricados a partir destas tecnologias em 2003, foram registradas 1.200 toneladas em 2004. Nos últimos 12 meses, este número subiu para 1.800 toneladas. Segundo o diretor superintendente Eduardo Van Roost, a intenção é iniciar a fabricação dos aditivos no Brasil em 2005, além de outros projetos e parcerias inéditos a serem lançados ainda neste semestre inclusive a produção de embalagens com estes conceitos na Argentina e Chile. “Antes de chegar a estes resultados, a prioridade da RES Brasil foi desenvolver diferentes aplicações para os aditivos. Uma de nossas licenciadas, a catarinense AB Plast foi, em 2003, a primeira empresa da América do Sul, a fabricar e oferecer ao mercado frascos, potes e tampas com este conceito. A AB Plast é fornecedora da indústria cosmética, farmacêutica, de limpeza, entre outras. Foi dela também o primeiro frasco PET com aditivo fabricado no Mundo. Outros desenvolvimentos se seguiram, a licenciada Polo, foi pioneira em BOPP oxi-biodegradável na América do Sul; a Sol, em sacolas de supermercados e sacos para lixos; a Nobelplast, em envelopes e sacolas; a Antilhas em sacos laminados; a PraFesta, em talheres; a Copobrás, para copos e a SpumaPac, para bandejas” afirma Eduardo. Até o momento são 32 empresas licenciadas para atuar nos mais variados segmentos de embalagens. “Ao menos, 50 outras empresas estão em processo de avaliação para licenciamento”. A RES Brasil investiu 200.000 euros desde a sua fundação; já o investimento do grupo supera em três vezes este valor.

A Tecnologia

Os produtos fabricados a partir dos aditivos, no caso da tecnologia da Symphony, são oxi-biodegradáveis, no qual a degradação ocorre por oxidação, termodegração, fotodegração, estresse do produto e umidade. “As cadeias poliméricas têm assim seu tamanho em Daltons reduzido, passando a ser digeríveis por microorganismos, e portanto, biodegradáveis”, explica Eduardo. “Degradação seria a fase de quebra do produto final. Biodegradação, é a digestão destas partículas por microorganismos”.

Os aditivos podem ser usados de forma segura em PE, PP, BOPP, EPS e OS, funcionando como um máster, não sendo necessárias quaisquer alterações nos processos industriais e nas máquinas.

Estudos e simulações demonstram que o resultado da degradação e biodegradação de polímeros naturais modificados, ou de PE e PP, que receberam os aditivos de tecnologia D2W da Symphony, será sempre uma pequena quantidade de dióxido de carbono, água e biomassa, sem restar substâncias nocivas ao meio ambiente. “Nossos licenciados recebem para o seu uso e para o fornecimento aos seus clientes ampla documentação, laudos laboratoriais e científicos e literatura sobre os materiais e aditivos, além dos produtos com eles fabricados.”

Os produtos fabricados com a adição dos aditivos não perdem sua propriedade de reciclabilidade. “Nós acreditamos que a reciclagem é uma excelente forma de reduzir o impacto dos resíduos plásticos no meio ambiente, além de gerar empregos e reduzir o consumo de energia. Porém, não vivemos em um mundo perfeito. Existem resíduos plásticos de impossível ou difícil reciclagem. Em determinados casos, a lavagem desses resíduos para a reciclagem, consome grandes volumes de água. O que pretendemos é adicionar mais uma boa característica à embalagem plástica. Além de reciclada, caso seja descartada de forma incorreta ou que não venha ser reciclada, ela não vai ficar por muito tempo no meio ambiente depois de descartada. Vai se degradar em um curto espaço de tempo”, afirma Eduardo.

Fonte:Revista Embanews Especial - Abril - 2005