Dezembro 2004

Eco Natal

Dê um presente para a Natureza
Praias Limpas em 2005

O Eco Natal é mais um evento, dentro do projeto Limpeza na Praia, que tem o claro objetivo de ajudar a diminuir um dos maiores problemas ambientais da atualidade, representado pelas crescentes montanhas de resíduos produzidos pelas sociedades modernas de consumo.

Os oceanos estão cheios de detritos sólidos, que não só deixam os litorais e praias sujos e poluídos como, principalmente, podem provocar uma significativa mortandade de inocentes animais marinhos. Todos nós sabemos que a solução a longo prazo é diminuir a quantidade de resíduos produzidos ou mesmo consumidos. O Eco Natal, que une voluntários de todas as idades e dos mais diversos setores da sociedade, empresários e governantes, é a oportunidade de participação comunitária em ações imediatas e locais de limpeza que contribuem para minimizar no curto prazo o impacto dos resíduos sólidos e suas consequências danosas para o ambiente e para a fauna marinha.

Os voluntários fazem mais do que simplismente catar o lixo nas praias, rios e lagoas. Quase dois terços de todo o lixo que é encontrado pelos voluntários é algum tipo de detrito não degradável a curto prazo. São canudinhos, pontas de cigarro,tampinhas, sacos plásticos, chinelos. Tudo largado na areia, representando para a fauna marinha o maior percentual de materiais ambientalmente perigosos.

Resto de redes, linhas de pesca, cordas e sacos plásticos abandonados no mar permanecem nesse ambiente por muitos anos, por sua baixa biodegradabilidade, e acabam vitimando inúmeros animais que se enroscam e acabam morrendo por asfixia ou por inanição. Peixes, aves, focas, tartarugas e golfinhos podem confundir os detritos que ficam bioando no mar com lulas, aguás-vivas e outros alimentos que formam parte de sua dieta. Golfinhos já foram encontrados com o estômago cheio de lixo que veio das cidades.

A ponta de cigarro, item mais coletado no mundo todo por oito anos consecutivos, tem ocasionado a morte de inúmeros animais que a confundem com ovas de peixe e a engolem. O mesmo o corre com os sacos plásticos. Um saco plástico a deriva no mar é facilmente confundido com uma água-viva, componente alimentar de várias espécies de tartarugas marinhas. Engolindo um saco plástico, a tartaruga pode morrer por asfixia.

Identificar as fontes de poluição, dar conhecimento à população dos riscos dos resíduos nos ambientes aquáticos e tentar pressionar os governos a adotar medidas de controle são importantes metas deste evento, que é de todos nós.

Deixando de jogar lixos nas praias, mares, rios e lagoas, ao mesmo tempo que ajudamos na limpeza desses ambientes, retirando os detritos sólidos descartados de forma irregular, podemos vislumbrar dias melhores para o ambiente marinho e para nós mesmos. Afinal, quem não gosta de chegar a uma praia, respirar o ar fresco, pisar na areia branca e mergulhar na água limpa.

Fonte:
Boletim Informativo Instituto Aqualung
Nº 58 - Ano X - Novembro / Dezembro de 2004, Pág 08