São
Paulo, 30 - A paulistana Nobelplast começou a produzir o Bioplast,
há dois anos, e hoje possui 10 clientes, entre os quais a indústria
de cosméticos Natura e a exportadora Renar maçãs,
que vende os frutos embalados em sacolas aprovadas para alimentos.
O
diretor-executivo da Nobelplast, Beni Adler, calcula que já este
ano as vendas de Biplast representarão 5% do faturamento da empresa,
ante 1% de participação em 2003. "Nossa meta é
alcançar 25% do faturamento com as vendas de Bioplast",
afirma o executivo. Os clientes iniciam experimentando o produto, depois
partem para uso em maior escala, conta o executivo.
A
projeção é feita sobre o incremento de 20% ao ano
das vendas totais em volume de sacolas (aditivadas e simples) da Nobelplast.
E o que explica a projeção otimista sobre a novidade do
mix, é que os clientes experimentam o produto, e depois partem
para o uso em maior escala.
Outro
objetivo da companhia é a exportação direta. "Dentro
de um a dois anos, iniciaremos exportações a países
da América Latina", completa Beni Adler.
A
Nobelplast usa os aditivos da Synphony, localmente representada pela
RES Brasil, na proporção de 1,5% a 3% para formular olietilenos
de alta densidade, de baixa densidade e de baixa densidade linear e
polipropileno.
As
resinas são extrudadas nas mesmas nove máquinas usadas
para a produção das sacolas comuns - sem aditivação.
O preço de mil sacolas de Bioplast é 10% a 30% superior
em relação as feitas com plástico comum.
Um
dos contratos mais recentes firmados pela Nobelplast, em 24 deste mês,
foi para entrega de dez mil sacolas para as padarias artesanais do Fundo
Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. O projeto conta
com cinco mil padarias.
Fonte: Agência
Estado / AE Setorial
Jornalista: Viviane Mottin