O
plástico petroquímico biodegradável, que se degrada
em pouco tempo no ambiente, já está sendo produzido
em escala comercial no País. De novembro do ano passado até
hoje, foram produzidas 600 toneladas do material.
A RES Brasil, empresa de Cajamar (SP), foi responsável pela
importação da tecnologia e dos insumos da Inglaterra,
e hoje licencia 23 fabricantes do plástico ambientalmente correto.
Ao contrário do plástico convencional, cuja a degradação
leva mais de 100 anos, o bioplástico pode se desfazer entre
três e seis meses, se exposto a condições adversas
como intensa luz solar, umidade e manuseio excessivo da embalagem.
Após a biodegradação, sobram apenas água
e gás carbônico. "É importante ressaltar
que a embalagem de bioplástico não se degrada quando
devidamente armazenada e não se desfaz na mão do consumidor",
esclarece Eduardo Van Roost, diretor superintendente da RES Brasil.
O segredo é um aditivo químico que, misturado às
resinas plásticas na proporção de 3%, desencadeia
um processo de fragilização das ligações
carbônicas nas moléculas quando o plástico é
disposto no ambiente. Isso permite que microorganismos consumam o
plástico deteriorado - daí a biodegradação.
Fonte: Gazeta Mercantil
Jornalista:
Andrea Vialli