Eduardo Van Roost, diretor da RES Brasil, participa de painel sobre embalagens

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Aconteceu na última quinta-feira (23/07) o painel ao vivo “EMBALAGEM PARA FOOD DELIVERY E TAKE AWAY” promovido pelo Canal Restaurante, um canal de streaming que conta com jornalismo, entrevista, cursos e eventos direcionados à empreendedores e profissionais do setor de restaurantes.

O evento reuniu dois grandes especialistas do setor de embalagens: Eduardo Van Roost, Diretor da RES Brasil. Possui uma carreira de 20 anos trabalhando com tecnologias e normas de embalagens recicláveis biodegradáveis, e tecnologias antimicrobianas. E Maria Helena Costa Resnitzky, professora há 35 anos e também Consultora de Pesquisa & Desenvolvimento e Inovação em Embalagens da MHS Global. Ambos possuem um vasto repertório de conhecimento sobre o assunto.

O painel abordou temas como idealização, materiais, conveniência, aspectos sanitários e de eficiência, sustentabilidade e marketing, levando em conta a visão dos dois profissionais a respeito da escolha de cada embalagem.

Eduardo Van Roost, que fundou a RES Brasil em 2000, falou logo após a Maria Helena. Ele explicou como está sendo estes últimos 120 dias em home office. Como já sabemos, a rotina de receber entregas de delivery, de food service e de compras de supermercado aumentou em grande escala. E quando cada compra chega na casa das pessoas ou quando alguém precisa sair e volta para casa, a rotina é a mesma: chega com cuidado para não contaminar nada, tira o sapato, higieniza as mãos e faz a separação das embalagens que podem ser reutilizadas, e o que for para guardar em geladeira, armário ou despensa, é higienizado. A mesma coisa ocorre com o food delivery.

E é por isso que a escolha da embalagem correta para cada tipo de serviço é de extrema importância, pois só assim é possível pensar em saúde, segurança e sustentabilidade, que é o que as embalagens biodegradáveis podem oferecer. “A biodegradabilidade tornou-se indispensável para tudo aquilo que é descartado inadequadamente”, segundo Eduardo. “Basta dar uma volta no quarteirão para ver a quantidade de embalagens em geral jogadas em lugares inadequados, porém o que mais chama a atenção é o plástico. Esse material descartado no meio ambiente raramente será coletado”, conclui ele.

Para que esse tipo de situação diminua é que existe o d2w. O d2w é um aditivo que biodegrada o plástico atendendo todas as normas nacionais e internacionais de biodegradação. A RES é a empresa brasileira especialista no assunto e fornece esse aditivo para que empresas plásticas possam produzir produtos biodegradáveis.

Eduardo também parafraseou Maria Helena, concordando que a melhor embalagem é aquela que é a mais adequada, aquela que atende o que é preciso, como a proteção de alimento, que não vaze, selável ou não, reutilizável (já que é necessário sempre pensar na reutilização de produtos com qualidade para promover a economia circular).

Eduardo explicou um pouco sobre o que é o ciclo de vida de uma embalagem e que isso é uma análise muito importante, porque é uma ferramenta que mede todos os impactos da vida daquele produto. “A análise do ciclo de vida das embalagens biodegradáveis da RES mostra que são (as embalagens biodegradáveis) são 75% melhores que embalagens comuns de plástico, ou até mesmo algumas outras embalagens compostáveis, quando existe a possibilidade de descarte inadequado”.

Um dos pontos levantados foi também a nova onda de máscaras jogas no chão ou descartadas incorretamente. “Parece que as máscaras são os novos canudos e sacolas plásticas”, comentou Van Roost. “Vamos proibir máscaras também? Não. O que é preciso é da educação para resolver o problema do descarte incorreto. Mas nenhuma sociedade conseguiu resolver isso 100%”.

“Ao menos, a tecnologia da RES contribui para que, caso a embalagem seja descartada incorretamente, ela vai biodegradar sem gerar resíduos nocivos para o meio ambiente”, finalizou o diretor da RES Brasil.

Assista a palestra completa: