dezembro de 2003

Outras possibilidades de
“plásticos verdes” à mão

Além da tecnologia D2W, que torna polietileno e polipropileno degradáveis e biodegradáveis, a RES Brasil importa e distribui outras soluções para a produção de embalagens ambientalmente corretas. Entre elas, o Mater-Bi, da italiana Novamont, uma resina biodegradável e compostável feita a partir do amido de cereais e tubérculos, proteínas, celulose e óleos vegetais. “Com esse material é possível obter um plástico 100% natural e que se decompõe rapidamente, dando lugar a um composto orgânico que pode ser aproveitado como adubo”, diz Eduardo Van Roost, diretor da RES Brasil.
Igualmente inovadora é a resina hidrossolúvel, que origina embalagens que se dissolvem rapidamente no contato com a água, sem deixar resíduos nocivos. Van Roost afirma que se trata de um material com base em álcool polivinílico que já é empregado com sucesso no exterior, em embalagens flexíveis de itens como detergentes em pó para roupas e para lavar louças. Não é preciso romper essas embalagens; elas vão direto para as máquinas e lá se desintegram na água. Um uso interessante dessa resina vem de uma empresa italiana: uma embalagem de papel higiênico para ser descartada no vaso sanitário, onde se desintegra, e não no lixo. “Todos os produtos que representamos são inofensivos à saúde e ao meio ambiente e são certificados por órgãos internacionais”, enfatiza Van Roost.

Revista Embalagem Marca – dezembro de 2003 – Ano V – nº 52
Por Guilherme Kamio