Cientistas descobrem novo tipo de poluição por lixo plástico

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Uma equipe de especialistas descobriu um novo tipo de poluição presente em superfícies rochosas da ilha da Madeira, em Portugal. O material pode ser uma ameaça aos organismos que vivem e se alimentam nas rochas, e ainda poderia ser outra maneira pela qual o plástico entra na cadeia alimentar.

Há uma espécie de caramujo que se alimenta de algas e que não parece se importar muito com a presença do material: os moluscos eram quase tão abundantes nas superfícies plásticas quanto nas superfícies normais. Para os especialistas, isso sugere que esses animais não evitam a “plasticrosta”, mas se alimentam de algas presentes nela, o que resulta na ingestão acidental de plástico.

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“As crostas provavelmente se originaram do encontro de grandes pedaços de plástico com a costa rochosa, resultando em crostas de plástico nas pedras de forma semelhante às algas ou líquens”, disse o ecologista marinho Ignacio Gestoso ao Earther.

O assunto ainda requer muitas pesquisas, mas os especialistas calculam que a “plasticrosta”, como foi apelidada, já cobre 10% de algumas superfícies rochosas da região. Além disso, análises químicas revelaram que o material é feito de polietileno amplamente utilizado, encontrado em sacolas plásticas e embalagens de alimentos, por exemplo.

A equipe publicou os resultados do seu estudo no boletim científico Science of the Total Environment e esperam agora continuar a investigação para saber mais sobre como se forma esta “plasticrosta”.

Imagem capa: Revista Galileu (FOTO: IGNACIO GESTOSO)