Além
de importação das resinas de amido, a ResBrasil está
investindo na representação de máquinas JET, de
origem alemã, que inovam na reciclagem de materiais plásticos
das mais diversas procedências. De acordo com um dos sócios
da empresa, Eduardo Van Roost, produtos como as garrafas PET, que para
ser recicladas pelo método tradicional devem estar limpas e ter
separados rótulos e tampas, de composição diferente,
podem ser jogadas inteiras e junto com outros tipos de embalagens, até
mesmo isopor, nas JET.
“A máquina vai moer todos os resíduos, transformá-los
em bolinhas plásticas e injetá-los em formas para fazer
perfis resistentes que podem ser usados na construção
de casas, cercas, decks, mobiliário e estacas para vinhedos e
sinalização viária, entre outros objetos”,
diz. Depois de utilizado, todo esse material pode ser novamente reciclado,
num processo contínuo de aproveitamento.
Novamente o alto custo é uma dificuldade para a implantação
da tecnologia. No mundo todo, existem apenas 150 JETs em operação,
segundo o importador, das quais há apenas duas no Brasil, em
Guarulhos, São Paulo. O preço das máquinas, segundo
Van Roost, vai de R$ 4,960 milhões. Dependendo da finalidade.
“Mas a utilização na reciclagem gera três
mil empregos diretos e indiretos e elimina uma série de etapas
na separação de materiais, gerando maior lucratividade”,
ressalta. Por esse motivo o empresário defende a criação
de cooperativas e até mesmo a intervenção dos governos
em busca de financiamentos para a compra dos equipamentos.
Correio
Popular – Caderno Cidades - Por Sammya Araújo