05 de abril de 2003

Máquina alemã revoluciona reciclagem

Além de importação das resinas de amido, a ResBrasil está investindo na representação de máquinas JET, de origem alemã, que inovam na reciclagem de materiais plásticos das mais diversas procedências. De acordo com um dos sócios da empresa, Eduardo Van Roost, produtos como as garrafas PET, que para ser recicladas pelo método tradicional devem estar limpas e ter separados rótulos e tampas, de composição diferente, podem ser jogadas inteiras e junto com outros tipos de embalagens, até mesmo isopor, nas JET.
“A máquina vai moer todos os resíduos, transformá-los em bolinhas plásticas e injetá-los em formas para fazer perfis resistentes que podem ser usados na construção de casas, cercas, decks, mobiliário e estacas para vinhedos e sinalização viária, entre outros objetos”, diz. Depois de utilizado, todo esse material pode ser novamente reciclado, num processo contínuo de aproveitamento.
Novamente o alto custo é uma dificuldade para a implantação da tecnologia. No mundo todo, existem apenas 150 JETs em operação, segundo o importador, das quais há apenas duas no Brasil, em Guarulhos, São Paulo. O preço das máquinas, segundo Van Roost, vai de R$ 4,960 milhões. Dependendo da finalidade.
“Mas a utilização na reciclagem gera três mil empregos diretos e indiretos e elimina uma série de etapas na separação de materiais, gerando maior lucratividade”, ressalta. Por esse motivo o empresário defende a criação de cooperativas e até mesmo a intervenção dos governos em busca de financiamentos para a compra dos equipamentos.

Correio Popular – Caderno Cidades - Por Sammya Araújo