As
aplicações do filme plástico de resina de amido
importadas pela ResBrasil são as mais diversas, segundo Eduardo
Van Roost, um dos proprietários da empresa. Ele serve, por exemplo
para a confecção de sacos de lixo, copos, pratos, talheres
e outros descartáveis, e mantas para cobrir plantações
(como as usadas na cultura de morangos). Por permitir a respiração
cutânea e ter propriedades anti-estáticas, o filme pode
servir para luvas, para a montagem de equipamentos eletrônicos
e roupas usadas em laboratórios farmacêuticos. A versatilidade
do material, possibilita ainda que ele substitua o plástico comum
no revestimento de embalagens de papel cartão. “A celulose
sozinha é biodegradável, mas coberta de plástico,
que é usado para impermeabilizar ou tornar mais rígidas
as embalagens, como as caixas de sabão em pó, perde essa
propriedade”, explica o empresário. A massa de resina,
mais espessa do que o filme, também pode ser usada na fabricação
de utilitários semi-rígidos, acrescenta Van Roost.
O plástico que se dissolve na água também tem aplicações
variadas. Entre produtos com esse material, alguns já existentes
em outros países, diz o empresário, estão saches
de detergente, amaciante, sabão ou cloro, que podem ser jogados
diretamente nas máquinas de lavar roupa ou louça e em
piscinas e até sacos para iscas de peixe. “Ele pode ser
usado também para embalar agrotóxicos para pulverizador,
eliminando riscos de contaminação humana e o problema
de dar destinação aos vasilhames, que não podem
ir para o lixo comum”, afirma.
Produto Próprio – Outra novidade que a ResBrasil pretende
lançar no mercado nacional, este desenvolvido pela própria
empresa, é um tipo de “verniz” líquido também
biodegradável, derivado de um produto alimentício modificado,
que servirá para conferir brilho e impermeabilizar embalagens
feitas com a massa feita de amido ou de celulose. “Estamos em
fase de testes”, afirma Van Roost.
Correio
Popular – Caderno Cidades - Por Sammya Araújo