Os
australianos se preparam para fazer desta Olimpíada de Sydney
um exemplo para o mundo, quanto a preservação do meio
ambiente. Mas estão passando também lições
de como lucrar com todo esse aparato ambiental. “O verde é
ouro”, na tradução do slogan de sua campanha.
Olhando-se à volta, em Sydney, são lixeiras e mais lixeiras
acopladas em três: duas vermelho-escuro para “comida, papel
e papelão”e uma amarela para “plástico, vidro
e alumínio”. Estantes em azul-pavão? Papelão
reciclado. Cadeiras, mesas de madeira? Não, também papelão
reciclado. Pratos, pratinhos, travessas, talheres, copos para café,
taças para vinho? Tudo reciclável ou biodegradável.
As vasilhas vêm de uma mistura que leva amido do milho ou papel
reciclado. Garfos, facas de bagaço de cana-de-açúcar.
A melhor parte: vêm todos demarcados com vermelho-escuros, prontos
para as lixeiras de biodegradáveis e, assim, ninguém precisa
pensar em lavar-louça – ela se desintegra! E sem poluir
o meio ambiente. São “fortes, duráveis, com boa
resistência a líquido”.
Plásticos? Estes estão estreando na Olimpíada:
são 100% recicláveis! Não ficam mais poluindo a
terra. Lixeira amarela. Também não é preciso lavar
nada – e economiza-se água, que se tornará cada
vez mais preciosa para o planeta. Prático e barato para os consumidores.
Os edifícios têm imensos espaços abertos para aproveitar
a iluminação e a ventilação natural. Suas
estruturas na maioria das vezes são em aço, escolhido
como “o material do próximo milênio”por atender
às necessidades ambientais. Dos telhados, capta-se a energia
solar.
A água mais pura, da chuva, vai para torneiras (o aço
também é para os tanques que armazenam a água quente
da energia solar). A água servida também é reciclada.
Em cada casa. Vai para os vasos sanitários, por exemplo.
No Estádio Olímpico, a redução de uso de
energia foi de 30% do “normal”, assim como em 37% dos gases
poluentes, 13% da água, com 77% da água utilizada sendo
coletada no próprio lugar ou reciclada. Para cortar o ar condicionado,
um gás “co-generation”é para a água
quente e a eletricidade. Há espaços para entrar ar fresco
de dia e portas são fechadas para o ar quente da noite ficar
fora, no processo chamado “night flushing” de ventilação.
No centro de Tênis, o ar fresco “viaja” sob o chão,
a dois metros de profundidade, onde a temperatura já é
estável, e refrigera o ar, que é jogado para o público
por ventiladores.
Todas essas novas tecnologias foram colocadas pelo Business Clube Austrália
na Internet, para pessoas interessadas de todo mundo (businesseclubaustralia.com.au).
Jornal
da Tarde SP – Por Denise Miras - Sydney