O lixo
foi descoberto como uma boa oportunidade de investimento. Não
na sua produção, é claro, mas em alternativas
para reduzir os resíduos que demoram centenas de anos para
desaparecer do meio ambiente. O dentista Eduardo Van Roost se associou
a um amigo brasileiro que mora na Bélgica e conseguiu os direitos
de venda para o Brasil de uma linha de produtos feita com plástico
biodegradável, que inclui de sacolas a embalagens.
Ao contrário do plástico tradicional, a matéria-prima
utilizada pela marca italiana Mater-Bi é um subproduto do milho.
“Meus produtos foram feitos para não durar. É
tudo 100% orgânico. Depois de 30 a 40 dias, o material se transforma
em água, dióxido de carbono e húmus”, diz
Van Roost. Uma sacola de supermercado comum demora mais de cem anos
para desaparecer da natureza. Com esse apelo, o empresário
espera ter como principal mercado o setor varejista. Segundo ele,
redes como Carrefour e Pão de Açúcar consomem,
juntas cerca de 250 milhões de sacolinhas por mês.
Carta Capital
– Ano VIII nº 158 - Por Paula Pacheco