A Natura acaba de aderir às embalagens plásticas
biodegradáveis. Três milhões de saquinhos/mês,
que envolvem as notas fiscais das 335 mil consultoras da empresa Renato
Wakimoto, gerente da divisão de embalagens (custam 5% a mais
que os comuns). A empresa ainda busca tecnologia nos frascos de seus
produtos.
Os saquinhos são produzidos a partir da tecnologia possuída
pela ResBrasil, empresa localizada em Cajamar (SP), que datem no País
o direito para licenciar fabricantes de plástico biodegradável.
Eduardo Van Roost, diretor-superintendente da ResBrasil, diz que também
há contratos na ponta da agulha envolvendo redes de supermercados,
fabricantes de celulares e empresas de distribuição de
gás de cozinha.
A européia Res, sediada em Luxemburgo, começou a operar
no Brasil por meio de uma filial fabricando plásticos à
base de amido de mandioca, milho ou batata. Hoje, a empresa detém
uma tecnologia inovadora, adquirida por 200 milhões de euros
da companhia inglesa Symphony: trata-se de um aditivo químico
(um polímero de acetato) que, ao ser aplicado no plástico
convencional, fragiliza as ligações entre as moléculas
de carbono que formam o material, fazendo com que este se degrade caso
exposto a umidade e à luz solar, como quando é jogado
em aterros e lixões. Depois de quebrado em fragmentos, é
digerido por fungos e bactérias.
Mas, se devidamente protegido das ações naturais, não
se degrada. As fotos mostram um saco biodegradável exposto ao
tempo, no intervalo de 62 dias. Um plástico comum se desintegra
em cerca de cem anos. “O produto que oferecemos custa um pouco
mais que o convencional. Mas, se a sociedade computar os gastos com
o transporte, a disposição do lixo e o passivo ambiental
gerado por um aterro, sai muito mais barato”, diz Van Roost.
Carta Capital – Coluna Alternativas
- Por Anália Safatle