2 de Junho de 2002
Três famílias e suas
lixeiras A
pedido do Estado, três famílias separaram o lixo acumulado
em cinco dias. Os resíduos secos foram analisados no Instituto
Pólis: Supérfluos
– a bancária Cristiane Penteado costa Celeghini, de 37 anos,
vive com o marido, o economista Edson, de 38, e os filhos Leonardo, de
8, e Guilherme, de 5. Cristiane diz que gostaria de ter tempo para reaproveitar
melhor as coisas, mas seu ritmo de vida a impede. A família desperdiça
muito, pois compra alimentos industrializados e pratos prontos, que têm
muitas embalagens. Também afirma que em casa com criança
há muito consumo de iogurte, bolacha e bolo. Reconhece que a família
joga no lixo muita lata de refrigerante, cerveja, além de embalagens
de plástico e bandejas de isopor e papelão. Para Cristiane,
os condomínios deveriam organizar coleta seletiva. Às vezes
ela junta lata e dá para um catador. Plástico
– A cabeleireira Lourdes Alves Batista, de 32 anos, vive com as
filhas , Fernanda, de 13, e Thaís, de 14. “Reciclar é
importante, dá para reaproveitar em casa e permitir a outras pessoas
de ganhar em vez de desperdiçar. Nem sempre dá para fazer
essa separação porque minhas filhas não têm
essa noção. Falta divulgação para mostrar
a importância de reciclar e falar de instituições
sérias.” O
Estado de São Paulo – Caderno Cidades |