15 de fevereiro de 2004

Fábricas líderes usam aditivos

Entre as fábricas apostar no “plástico bio” da rEs Brasil que já lançaram produtos no mercado estão a Nobelplast, que fica na Capital, e a Sol Embalagens, de Caieiras, na Grande São Paulo, ambas líderes nacionais em seu nicho de atuação – com produção respectiva de 3 mil toneladas por ano e 2,5 mil unidades por mês.
A Nobelplast já produziu, com os aditivos da rEs, sacolas para uma grande fabricante de cosméticos e perfumaria, envelopes de correspondência para o Instituto Ayrton Senna. A Sol já finalizou os testes com a matéria-prima e deve fechar nos próximos dias contratos para fornecer sacolas à uma grande rede de supermercados com lojas na Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Custos
O diretor executivo da Nobelplast, Beni Adler, afirma que as sacolas de plástico biodegradável custam, em média, de 25% a 50% a mais do que as comuns. Apesar disso, ele defende algumas vantagens da troca, tanto para as empresas que as utilizam quanto para o consumidor final. “Ter sua marca vinculada a uma embalagem amiga do meio ambiente atinge o consumidor que dá preferência a produtos ecologicamente corretos”, avalia.
Segundo o diretor, apesar do custo mais alto, as sacolas de plástico “verde”ainda são mais baratas do que as de papel, utilizadas hoje por empresas que dão preferência ao material por ele ser 100% orgânico.
“O papel é ecologicamente viável, mas é bem mais caro porque é uma matéria-prima renovável e que despende muito mais energia elétrica e água na produção”, afirma. Para exemplificar, Adler diz que, se uma mesma sacola feita em papel, custa cerca de R$ 1,00, uma feita com o plástico biodegradável sai por R$ 0,70.
Rogério Mani, diretor comercial da Sol Embalagens, cuja produção de sacolas é voltada para a “saída de caixa”de grandes redes de supermercados, avalia que, com a provável boa receptividade, os sacos de plástico biodegradável devem ter seu custo reduzido.
A expectativa é que a ampliação da produção deixe o preço das sacolas biodegradáveis cerca de 15% acima do das comuns.

Correio Popular