Entre
as fábricas apostar no “plástico bio” da rEs
Brasil que já lançaram produtos no mercado estão
a Nobelplast, que fica na Capital, e a Sol Embalagens, de Caieiras,
na Grande São Paulo, ambas líderes nacionais em seu nicho
de atuação – com produção respectiva
de 3 mil toneladas por ano e 2,5 mil unidades por mês.
A Nobelplast já produziu, com os aditivos da rEs, sacolas para
uma grande fabricante de cosméticos e perfumaria, envelopes de
correspondência para o Instituto Ayrton Senna. A Sol já
finalizou os testes com a matéria-prima e deve fechar nos próximos
dias contratos para fornecer sacolas à uma grande rede de supermercados
com lojas na Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Custos
O diretor executivo da Nobelplast, Beni Adler, afirma que as sacolas
de plástico biodegradável custam, em média, de
25% a 50% a mais do que as comuns. Apesar disso, ele defende algumas
vantagens da troca, tanto para as empresas que as utilizam quanto para
o consumidor final. “Ter sua marca vinculada a uma embalagem amiga
do meio ambiente atinge o consumidor que dá preferência
a produtos ecologicamente corretos”, avalia.
Segundo o diretor, apesar do custo mais alto, as sacolas de plástico
“verde”ainda são mais baratas do que as de papel,
utilizadas hoje por empresas que dão preferência ao material
por ele ser 100% orgânico.
“O papel é ecologicamente viável, mas é bem
mais caro porque é uma matéria-prima renovável
e que despende muito mais energia elétrica e água na produção”,
afirma. Para exemplificar, Adler diz que, se uma mesma sacola feita
em papel, custa cerca de R$ 1,00, uma feita com o plástico biodegradável
sai por R$ 0,70.
Rogério Mani, diretor comercial da Sol Embalagens, cuja produção
de sacolas é voltada para a “saída de caixa”de
grandes redes de supermercados, avalia que, com a provável boa
receptividade, os sacos de plástico biodegradável devem
ter seu custo reduzido.
A expectativa é que a ampliação da produção
deixe o preço das sacolas biodegradáveis cerca de 15%
acima do das comuns.
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