12 de agosto de 2002

Para combater a dengue, entra
em vigor a lei dos descartáveis em SP

Secretário da Saúde foi aos supermercados explicar a importância do decreto municipal

Os estabelecimentos comerciais do município de São Paulo que vendem produtos armazenados em embalagens descartáveis estão obrigados, desde ontem, a instalar em suas lojas, em local de fácil visualização, recipientes para coletá-las. São os chamados Pontos de Entrega Voluntária (PEV) de Descartáveis, previstos na Lei 13.264, que entrou em vigor ontem.
O objetivo é combater a dengue, recolhendo as embalagens que possam servir de criadouro do mosquito transmissor da doença. Para divulgar e acompanhar a criação dos PEVs, o Secretário Municipal da Saúde, Eduardo Jorge, visitou ontem lojas das redes de supermercados Pão de Açúcar, Big e Wal Mart. No local, ele explicou a gerentes e diretores das empresas os objetivos da lei e as penalidades para quem não a cumprir.
Segundo a lei, os estabelecimentos que não instalarem os PEVs serão multados em R$ 500,00. Caso reincidam na infração, a multa dobra e a loja poderá ser fechada por um dia, “Esse não é nosso objetivo”, explicou Eduardo Jorge. “A intenção é esclarecer e conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção da dengue.”
No caso dos supermercados, a secretaria vem realizando reuniões com representantes da Associação Paulista de Supermercados (Apas) para discutir a questão da coleta e encaminhamento dos descartáveis para cooperativas e associações que trabalhem com reciclagem. Para Eduardo Jorge, a adesão do setor é importante, pois além de contribuir para o combate à dengue, ressalta a importância da adoção dos hábitos de consumo mais responsáveis do ponto de vista ambiental.
O secretário aproveitou para dar um panorama da doença em São Paulo e alertar para o perigo da dengue hemorrágica. “Atualmente, a dengue é a maior epidemia urbana das Américas”, disse.
Arrecadação – O secretário também comentou o corte de 7% nas receitas das secretarias municipais, por causa da queda da arrecadação da Prefeitura. Mas ele afastou a hipótese de haver prejuízo no atendimento à população. “Os cortes afetarão apenas nossas obras”.

O Estado de São Paulo